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Conta-me as tuas histórias. Fica para ouvir as minhas

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11
Jul18

Humor + Eu

Este é o meu tema favorito de toda a vida que já vivi : O humor.

Sou viciada em risos e gargalhadas. Penso que o sorriso transforma a vida das pessoas. Desde miúda que assumi um compromisso comigo mesma : O  de fazer rir os outros. Parece que é natural e não me deixa ficar bem até ser possível. Alimenta-me o ego e se calhar é egoísta.

O humor está na moda e esteve sempre na minha moda. Nasceu na Grécia mas fazemos por cá coisas lindas nesse campo. Tem a função de nos fazer rir quando desdramatiza a nossa realidade e nos afasta da dor. O sorriso nem sempre é sinal de felicidade e pode muito bem ser uma encenação para o  sofrimento.Acredito que aconteça muito mais que aquilo que pensamos. Muitas pessoas que mostram o seu sorriso quando, de facto, lhes apetecia estar a chorar tornam este jogo muito mais perigoso. Um sorriso que alimenta uma dor é um sorriso que constrói uma realidade falível mas que ainda assim merece ser vivida. Não se altera em nada na realidade mas afasta-se da dor.

As minhas favoritas são as gargalhadas desconcertantes. Aquelas que nos fazem parecer um polvo porque perdemos o controlo completo do nosso corpo. Acredito que esse deva ser o estado mais próximo da loucura. Da loucura boa. Da loucura que nos faz continuar são. A gargalhada desconcertante começa a fazer cócegas nos pés, sobre pelas pernas, faz comichão na barriga, acelera o coração e acaba com um som estridente que normalmente se faz notar no outro canto do mundo. Estas gargalhas normalmente pegam-se e dá uma grande mistura de gargalhadas desconcertantes. O mais belo concerto de todos. Garanto-vos eu.

 

Depois, também gosto da parte em que o humor nos obriga a desarranjar a realidade e a pensar como não fomos programados para o fazer. Quase ninguém se atreve a sair dos seus pensamentos mas os humoristas (não só os que têm visibilidade pública) fazem-no constantemente.  Temos que nos deixar ser ridículos para conseguirmos ridicularizar a nossa realidade e tomar conta dela.

E ainda adoro aquela comédia que se resume em tragédia + tempo. Tenho imensa na minha vida e sou sempre muito feliz a vivê-la e a conta-la. Acho que todos devemos ter uma historia para contar que naquele dia nos fez tremer de medo ou ansiedade e hoje é o pote das gargalhadas.

https://youtu.be/8MwXEKlWWSk

Quando era mais miúda  não perdia um show do Rouxinol Faduncho nem me deixava atrasar para o Telerrural. Depois do aparecimento dos Gato Fedorento fiquei obcecada com a figura do Ricardo Araújo Pereira e é nele que deposito a minha esperança de ídolo. É muito esse o tipo de humor com o qual me identifico. Estou com ele e acho que são mesmo muito poucos os limites do humor sendo que mesmo que as pessoas tenham o direito de se sentir ofendidas elas não têm o direito de mandar o humor ( e quem diz humor, diz com alguma obrigatoriedade liberdade de expressão) calar.

Na minha opinião os limites do humor são os mesmos que os do bom senso. O resto toma outros nomes. Feios.

https://youtu.be/mfM8GaySXmw

 

Gregório Duvivier é outro dos humoristas que faz o seu papel utilizando o humor como ridicularizarão da realidade trazendo a noção de que somos aldrabados todos os dias com tudo aquilo que evita a comédia.

O British Humor e a sua sofisticação trazem o melhor do sarcasmo. Conheci os Monty Python sendo Jonh Clesse o meu favorito. Quando li a sua biografia entendi  a necessidade que o humor teve quando passou a ser isso mesmo, uma necessidade. Apaixonadíssima pela qualidade britânica do Brit Jack Whitehall.

https://youtu.be/dXmYtOOJjRM

Se eu tivesse um super poder escolhia por toda a gente a rir com essas gargalhadas desconcertantes que nascem lá bem na ponta dos pés.

E mais? Sabem mais? Sugiram tudo o que acham que pode fazer-me rir.

 

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