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Conta-me as tuas histórias. Fica para ouvir as minhas

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08
Nov18

Perguntas para 27 queijinhos

Queria ter escrito este post a tempo do meu aniversário mas não consegui. Com tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo só agora é que consegui. Durante algum tempo desafiei os meus amigos a fazerem uma pergunta que gostavam de ver respondida. 

Com total liberdade foi engraçado ver tanta coisa diferente surgir.

Algumas eu já estava à espera , porque tinha conversado sobre esse assunto com eles pouco tempo antes e outras deixaram-me a pensar.

 

Achas que as pessoas hoje em dia são demasiado rigorosas? Não gostam de ouvir nada? 

 

Não acho que seja uma questão de rigor. As pessoas hoje em dia acham que não têm o direito a serem ofendidas. Acham que têm uma imunidade que até é suficientemente para mandar calar quem falou de determinada coisa. Acho que temos imensa gente sem mais nada que fazer.

 

E aqueles que defendem que a liberdade de expressão já passou dos limites? Concordas?

 

Não! Não concordo com nada que limite a liberdade de expressão e acho ridículo atribuir-lhe essa culpa. Acho que é mais um problema de educação e de bom senso. Não acho que algumas coisas aconteçam por causa da liberdade de expressão mas sim porque as pessoas acham que sabem tudo, podem falar como querem e estão a cima dos outros. Mas isso não é problema da liberdade de expressão.

 

Se amanhã acordasses no teu mundo ideal como seria o

teu dia? 

 

Acordava e comia um brunch, ia trabalhar para onde eu pudesse conjugar cuidar/fazer alguém rir e escrever/ler para os outros.

 

Se pudesses trocar de lugar com alguém, com quem seria e porquê?

 

Com um locutor de rádio. Tenho esse sonho de puder usar a minha voz para alegrar a vida de alguém. E a rádio tem uma magia que não encontro em outro meio de comunicação social. 

Gostava de acordar as pessoas com uma notícia muito positiva.

 

Onde é que te sentes em casa? Lisboa ou Londres? 

 

É uma pergunta cruel. Sinto-me uma cidadã dessas duas cidades. Completam-me as duas e acho que me sinto em casa em ambas embora neste momento Lisboa seja o meu lugar de eleição.

 

Se só tivesses 24 horas - O que é que farias? 

 

Comia brunch de manhã, lia um livro que me animasse, almoçava sushi, ia até Lisboa e ficava a observar tudo por um miradouro com uma tábua de queijos. 

Não peço muito da vida, pois não?

 

Tu és fã de humor, fã do RAP, fã de uma realidade poisada no sorriso. Concordas quando dizem que o humor é a construção do sofrimento? 

 

Acho que a afirmação mais correcta é a de que o humor te ajuda a desconstruir a realidade e a ter outra perspectiva. Acho que é uma tática para “overcome” situações mais complicadas. Não as constrói mas faz precisamente o contrário e aí reside a ajuda. 

 

O que te tira do sério? 

 

 O drama, a falta de amabilidade e o preconceito. 

 

Os livros são uma riqueza infinita. Qual é o teu favorito? 

 

Isso é como perguntar a uma criança se gosta mais se twix ou mars. 

Não consigo selecionar. 

Estou a ler Diderot e a adorar. Apesar de não o achar de leitura fácil. 

 

O que dirias á Soraia de 10 anos? 

 

Tu só és tu quando respeitas os outros e vives sem ter medo do que eles pensam. 

 

Qual foi a experiência mais enriquecedora de todo o teu processo de imigracão? 

 

O meu último trabalho. Ajudou-me a entender mais sobre o que é importante e que não é o facto de os acontecimentos parecerem grandes que os torna bons. 

 

O que te orgulhas mais dos 26 anos? Qual é o teu objectivo para os 27?

 

Os 26 ( e 2018) foram muito intensos. Tomei muitas decisões, mudei de “vida” muitas vezes e isso faz com que me orgulho de ter sempre tentado.

Salto para os 27 com esse objectivo de continuar a tentar.

 

Eu defino você em 2 palavras : Queijo e sushi. 

Dá-me mais duas. 

 

Preguiça e chocolate

 

És feliz neste momento?

 

Acredito na felicidade como um caminho. Estou a caminhar.